Arquivo da tag: comportamento

Chove chuva

Choveu muito nas últimas semanas aqui em Divinópolis. O tempo estava muito seco e precisávamos mesmo de um pouco de água.

A gente tem a “mania” de desejar que chova, mas quando isso acontece também não deixamos de reclamar. Molhar a roupa, suja os calçados, fica difícil de sair, … Continue lendo

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Heróis do Rio

O mundo acompanha a atual situação do Rio de Janeiro. Quem está longe pode até achar que estão filmando cenas de Tropa de Elite. Isso porque é difícil de acreditar no que está acontecendo.

A preocupação é com familiares e amigos que moram no Rio. Não compreendemos, aqui em Minas, a abrangência dessa “guerra”. Se os traficantes saem das favelas e vão para Continue lendo


Conexões

Ler um livro do início ao fim, da primeira página até a última. Ouvir um cd todo desde a primeira música. Dar a volta completa. Completar o ciclo. Simples. Mas, pode ser complicado para muitas pessoas que trouxeram a internet para suas vidas. Os hábitos adquiridos, criados ali. Uma mudança de comportamento.

Fazer várias coisas ao mesmo tempo dentro de um determinado espaço, infinito, considerando a World Wide Web. Emails, sites de redes sociais, blogs, jornais e revistas digitais. Pular de uma página a outra em instantes. Ir e voltar. Essa ideia de descontinuidade saiu da tela do computador para a vida real.

Fiquei pensando nisso outro dia quando conversei com um amigo. Estávamos falando de músicas e esbarramos em ideias diferentes sobre o assunto. Uma discussão saudável. Interessante. Lembramos de uma música de Caetano Veloso, Livros. Ela começa assim: “Tropeçavas nos astros desastrada…”.

Pensamos na letra de “Chão de Estrelas”, de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa: “Tu pisavas nos astros distraída”. Aí, foi inevitável continuar a conversa durante o nosso trajeto de metrô depois da aula. Percebemos o quanto uma música precisa da outra dentro de um álbum. Como uma sequência é pensada e trabalhada.

Surge então a necessidade de se ouvir todas as músicas para se tentar compreender o todo. Sempre quando ouço este cd Livro, entendo algo mais, sinto de outra forma, identifico relações antes impensadas. Tudo se torna importante, o encarte, as cores, a seleção de músicas, os instrumentos musicais.

Lembro-me bem quando ficamos sabendo da existência desse disco. Eu e o Pedro, meu irmão. Foi no “Programa Livre”, numa tarde daquelas. Caetano lançou o cd Livro e o livro Verdade Tropical. Quando cantava a faixa “Não enche”, começou a rir no meio da música dizendo que a achava muito engraçada.


A Rua da Feira

Todos a conhecem como “Rua da Feira”. É uma referência da região. “Fica ali perto da rua da feira, sabe onde é?”, “Rua da feira? Ah sim… agora eu me lembrei!”. Alguns dizem que fica num bairro, outras, em outro. Mas no sábado, bem cedinho, pela madrugada, a rua começa sua transformação até se tornar um lugar especial pra não dizer encantado.

Banana, flores, mamão, tomate, couve-flor, cheiro verde, pêssego, batata, alface, rúcula, couve, beterraba, abacaxi, melancia, morango, mandioca, brócolis, laranja, limão, kiwi, ameixa, repolho roxo, verde, quiabo, vagem, nabo, alecrim, arnica, gengibre, ovos, camarão, sardinha, roupas, cds, dvds, churrasquinho, guaraná, abobrinha, chuchu, jiló.

Pano de prato, ração, bolo, biscoito, suco de laranja, cebolinha, salsinha, alho, almeirão, rabanete, hortelã, louro, fruta-do-conde, ovos de codorna, cebola branca, roxa, pimentão verde, amarelo, vermelho, frango assado, queijo, maxixe, jabuticaba, cenoura, maçã, pêra, uva, batata frita, melão, espinafre, mostarda, pepino, berinjela*, pastel, garapa.

Movimentos, vozes, gestos, cheiros e encontros. Sacolas, carrinhos, balança, barracas, lonas, bancos, caixotes, caixas, calor, suor, passos, pernas, pés, braços, mãos, corpos inclinados, perguntas, respostas, sorrisos, risadas, versos, conversas, xepa e algo mais. Depois, tudo é desfeito, guardado, vira silêncio de carros, passantes, moradores, vizinhança, fim de semana.

*berinjela ou beringela

Dentro da mochila

Um hábito bastante comum entre os cariocas é usar mochila. De terno ou calça jeans e camiseta.  Isso não importa. Todos os dias, inúmeras pessoas carregam suas mochilas pelas ruas da cidade. Com o tempo, isso fica normal. A estranheza passa. E você, facilmente, se rende a essa necessidade. Porque é necessário. Imaginem só o que há nessas mochilas. Há que se considerar a previsão do tempo, as horas longe de casa, as atividades a serem cumpridas.

Um guarda-chuva ou sombrinha para possíveis mudanças de tempo. Óculos de sol e sua caixinha ou estojo. Blusa de frio se a temperatura estiver instável. Carregador de celular, fone de ouvido, mp3 e afins, pen drive, um livro, revista, jornal, guardanapos de papel, escova de dente, pasta dental, fio dental, um creme para mãos, desodorante, protetores solar e labial, maquiagem (ao menos um batom), chicletes, balas, biscoitos, amendoim e uma garrafinha de água.

Ah, mas isso tudo não é precaução apenas das mulheres! São homens e mulheres muito cuidadosos! Saem bem cedo de casa. Ficam muito tempo no trânsito, podem sentir sede, sono, ansiedade, fome, tédio. Provavelmente a solução para esses problemas estará dentro da mochila. É muito comum ver pessoas sentadas nos bancos dos ônibus, lendo, estudando, cochilando e sempre ao som de músicas.

É interessante observar o movimento das pessoas pelas ruas. Uma mochila nas costas, fones no ouvido e pernas apressadas. Além de toda essa carga, há os acessórios indispensáveis: carteira com documentos, celulares, chaves de casa, do carro, do escritório, caneta, agenda. E para quem faz exercícios físicos, roupa de gisnástica, tênis, toalha.  E comida pra hora do almoço. Nossa, cabem muitas coisas dentro de uma mochila! Na minha, tem quase tudo isso!


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