Arquivo do autor:Geisa Mara de Castro

Sobre Geisa Mara de Castro

Jornalista mineira.

Do you speak English?

Profissionalmente falando, o inglês é fundamental para a vida de muitos brasileiros. Já que o mundo todo fala o idioma. Ou seria melhor dizer que pra todo lado do mundo tem gente se comunicando em inglês. Então, se você sabe a língua, possui mais possibilidades de se comunicar. O que há alguns anos era considerado um “quê” a mais no currículo, hoje já é indispensável, uma atribuição normal.

O mercado é exigente. Quando observamos, por exemplo, um site de vagas de empregos, fica clara essa realidade. Ao menos um inglês básico é exigido. Mas, na maioria dos casos, o nível intermediário ou avançado é necessário. E para comprovar sua aptidão, existem os certificados. Não estou falando dos certificados obtidos em cursinhos, e sim, dos certificados de proficiência em inglês.

Eles atestam verdadeiramente o seu conhecimento no idioma e são reconhecidos internacionalmente. Os diplomas adquiridos em cursos convencionais no Brasil são aceitos nas empresas brasileiras (nem todas!), mas não lá fora. Se você quer concorrer a uma vaga de emprego, mestrado ou doutorado no exterior, não basta falar inglês, é preciso provar.

São vários os exames de avaliação de proficiência em inglês. Os quatro mais conhecidos são o TOEFL (Test of English as a Foreign Language), o TOEIC (Test of English for International Communication), o IELTS (International English Language Testing System), e o CPE (Certificate of Proficiency in English). Sendo os dois primeiros, norte-americanos. Os outros, britânicos.

Cada teste tem sua própria metodologia e pontuação. O IELTS e o TOEFL são aplicados o ano todo, mas os exames de Cambrigde e Michigan, apenas duas vezes ao ano. É importante observar exame se adéqua a seu perfil e a sua necessidade. Se quiser entender um pouco mais sobre os testes, acesse os links seguintes. E saiba que existem também para outros idiomas como espanhol, italiano, francês, alemão.

http://www.sk.com.br/sk-toefl.html (Há uma tabela comparativa bem legal!)

http://marcosteacher.blogspot.com/2011/01/certificados-de-idiomas-estrangeiros.html

http://www.ets.org/toefl

http://www.ets.org/toeic

http://www.ielts.org/default.aspx

http://www.cambridgeesol.org/exams/general-english/cpe.html


Sonhos possíveis

Ano novo, vida nova! É o que costumam dizer na virada do ano. Mas, o que será que as pessoas fazem para realmente viver uma vida nova? Será que apenas pronunciar estas palavras mágicas e tudo está feito? Alguns dizem que o dia primeiro de um novo ano é apenas mais um dia comum e mais nada. Uma posição um tanto radical, extremada. Acredito muito na energia reunida, acumulada, direcionada a uns poucos dez segundos da meia noite. Seguidos da queima de fogos. Literalmente uma explosão de sentimentos, intenções, desejos, sonhos.

Sonhos precisam ser transformados em metas. E estas, colocadas num planejamento detalhado de vida. O que você quer ser quando crescer? Dá um trabalho danado definir o que queremos realmente. Acho que isso acontece porque estamos impregnados de inúmeros desejos de outras pessoas. É engraçado pensar nisso. Mas, se analisarmos bem, podemos encontrar dentro de nós, sonhos que na verdade pertenciam a nossos pais, irmãos ou amigos.

Quando identificamos o que sinceramente queremos, aí sim, tomamos as rédeas da nossa vida. E isso dá um prazer imensurável de viver. O caminho torna-se mais claro mesmo com todos os problemas e obstáculos que possam surgir. O segredo é manter o foco nas metas, lá na frente. Dessa forma, as dificuldades viram etapas, o que passa a ideia de avanço, de desenvolvimento. E assim, as coisas vão acontecendo. O universo conspira a nosso favor!

É… estou nesse caminho, definindo minhas metas, olhando pra frente, pisando no presente e sentindo o poder do agora. Lembrei de um episódio de um programa global “Clandestinos”. Achei lindo! Linda demais a interpretação da música Sonho Impossível, feita por Pedro Gracindo. O contexto eleva ainda mais os sentimentos que a canção provoca. Tenham bons sonhos!


Dia de sol

Ele veio meio assim daquele jeito mesmo que ele é. Tranqüilo. Largado. Nas nuvens. Com um propósito. O resto era lucro ou consequência. A cidade era barulhenta já de cara. Muito trânsito, muita gente, muito calor. E cansaço pra dar e vender. Pena que ficou só pra ele. Pensava no sono que teria à noite quando chegasse à casa que não era sua. Uma cama, um sofá ou colchão. Um canto pra descansar e se preparar para o próximo dia de céu azul e ventania. Depois da estrada, alguns setenta minutos, um banho gelado, televisão e sono pesado. No outro dia, pastel, garapa, frutas, muita água. Uma hora de ônibus, rodoviária, compra de passagem para domingo voltar pra casa. A chegada do amigo. Ônibus de novo. Parada. Construções antigas. Beleza. Fotos. Almoço sem carne. Sorrisos. Risadas. A busca dos convites para o show. Decisão. Metrô. Dezessete minutos. Praia. Vento, muito vento, cabelos ao vento. Exposição ao sol. Maresia. Sal. Mar. Pôr do sol. Volta engarrafada. Cansaço. Suor. Banho. Ônibus. Show. Música. Um circo. Voador. Táxi. Cama. Despertador. Desjejum. Suco, pão, frutas, queijo. Despedida. Sessenta minutos. Viagem. Manhã. Tarde. Noite. Sonhos. Lembranças. Retorno. Chegada.


A ficha caiu

Eu ainda não me acostumei a ver artistas pelas ruas do Rio de Janeiro. Será que vou me acostumar? Claro que moro um pouco longe dessa realidade cotidiana. Mas, sempre quando vou a algum evento cultural no centro ou principalmente na zona sul, eu praticamente me esbarro em celebridades. É verdade, que até hoje não vi meus ídolos assim, frente a frente. Mas, vi pessoas ilustres que admiro muito.

A primeira pessoa que vi foi o baterista do Titãs, Charles Gavin. Isso aconteceu há oito, sete anos lá na Casa Rui Barbosa. Estava com meu amigo Antônio, que na época era contador da Petrobrás. Passamos por Gavin. E eu, totalmente alheia a essa costumeira situação carioca, pensei que era alguém conhecido e praticamente cumprimentei com o aceno da cabeça seguido de um sorriso. Logo depois, a ficha caiu. Era um artista!

Eu o conhecia bastante, é claro! O baterista do Titãs! Quem não conhecia? Cansei de vê-lo em programas de TV, nos encartes dos discos. Éramos como antigos conhecidos! É engraçado pensar nisso. No dia do acontecido foi hilário! Depois voltei ao Rio algumas vezes, mas vi apenas atores coadjuvantes que nem me lembrava os nomes. Na praia, isso é muito comum. Afinal, todos têm direito a aproveitar o sol, o mar, a maresia.

Em janeiro desse ano, fui ao teatro SESI assistir à peça “Simplesmente eu, Clarice Lispector” com Beth Goulart. Depois o espetáculo, havia uma exposição de alguns livros de Clarice que estavam à venda. Fui dar uma olhada. De repente, percebi que ao meu lado estava Letícia Sabatella. Ela havia feito um papel marcante na última novela, a Ivone. Eu levei um susto, mas tentei agir normalmente. Apenas a cumprimentei com um sorriso e um “boa noite”.

Realmente, minhas reações são estranhas. Fico extremamente tímida. Naquela noite, queria muito conversar com Beth Goulart, mas tive que ir embora porque já era tarde. Mas, no passeio “O Rio de Clarice”, tive outra oportunidade. Mas, nada fiz. Apenas fiquei observando sua entrevista, seus comentários. Admirando. Apenas. Preferi ficar com o encanto da Clarice que vi outro dia. Acho que foi isso.

Eu me lembrei agora de uma única ousadia. Conheci Simone Spoladore em um debate sobre o filme “Elvis e Madona”. Consegui, pela primeira vez, falar sobre minha admiração por seu trabalho; desde Maria Monforte na minissérie Os Maias. Já com a cantora Simone, não tive o mesmo sucesso, como já disse no último texto. Mas, é linda mesmo, sua interpretação da música Gota d’água.

 


Gota d’água

Havia algumas pessoas no ônibus, ainda bem que pude sentar no percurso de uns trinta e sete minutos. Queria descer no ponto da Candelária, perto do CCBB. Estava sentada, um cara deu o sinal, continuei sentada, pensando que ele iria saltar no mesmo ponto que eu. Para minha surpresa, repentina frustração, indignação e raiva duradouras, o motorista passou direto. Desci no mergulhão. Ai, ai, ainda bem que outro dia, descobri que a Rua da Assembléia é logo ali. Ótimo, caminhei, ainda com raiva, pela praça, ouvi uma fanfarra e não pude parar pra entender o que estava acontecendo. Hoje, no noticiário, fiquei sabendo que era o encontro internacional de palhaços.

Continuei andando, já rindo da situação. Tinha que ir ao banco, o tempo era curto, quase corria. Se tivesse algum dinheiro no bolso, pegava o próximo ônibus ali mesmo, naquela altura da Avenida Rio Branco. Mas, cinco centavos não dão pra nada a não ser completar algum valor. Então, fui ao banco, depois corri para o ponto de ônibus próximo ao número 100 da avenida. Muitas pessoas. Vi um dos ônibus da minha lista, passar no meio da rua. Depois, o da outra linha. Estava no ponto errado. Corri para o ponto mais próximo. Quando o 170 se aproximou, dei sinal, ele deu seta, mas não encostava, então um cara do meu lado disse “ele para no outro ponto”. Outra corrida.

Tanta pressa pra ficar parada no trânsito. No mínimo vinte minutos do Theatro Municipal até a região da Lapa. Mais uma hora e dez pra chegar ao meu destino, o shopping da Gávea. Consegui os ingressos para assistir à peça “O Matador de Santas” no Teatro Clara Nunes. Respirei aliviada. Começou a minha espera por Janaína. Conversei com minha mãe pelo telefone. Parei na loja de discos da Biscoito Fino. Fiquei por ali, conversando com o vendedor sobre Bethânia. Ouvi Djavan. Ouvi Waly Salomão por Bethânia. Olho de Lince. Lindo! Noite inspirada. Pensava no ar puro do Jardim Botânico. Naquela paz.

Quando a Janaína chegou, fizemos um rápido lanche, fomos ao banheiro e subimos para o teatro. Vi pela primeira vez a cantora Simone bem de perto. E ainda sentou na fileira à nossa frente. O espetáculo foi engraçado, forte, marcante. Bom demais da conta! Saímos do teatro, do shopping e fomos comer algo. Voltamos de ônibus. Dois. O primeiro, até a Central. O segundo até em casa. Dormi a metade do caminho. Normal. Um dia perfeito. Poderia ter falado à Simone que, em minha opinião, sua melhor interpretação é a música “Gota d´água” de Chico Buarque de Hollanda. Mas, não tive coragem. Depois escrevo sobre essa minha enorme timidez diante de artistas.


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