Dia de sol

Ele veio meio assim daquele jeito mesmo que ele é. Tranqüilo. Largado. Nas nuvens. Com um propósito. O resto era lucro ou consequência. A cidade era barulhenta já de cara. Muito trânsito, muita gente, muito calor. E cansaço pra dar e vender. Pena que ficou só pra ele. Pensava no sono que teria à noite quando chegasse à casa que não era sua. Uma cama, um sofá ou colchão. Um canto pra descansar e se preparar para o próximo dia de céu azul e ventania. Depois da estrada, alguns setenta minutos, um banho gelado, televisão e sono pesado. No outro dia, pastel, garapa, frutas, muita água. Uma hora de ônibus, rodoviária, compra de passagem para domingo voltar pra casa. A chegada do amigo. Ônibus de novo. Parada. Construções antigas. Beleza. Fotos. Almoço sem carne. Sorrisos. Risadas. A busca dos convites para o show. Decisão. Metrô. Dezessete minutos. Praia. Vento, muito vento, cabelos ao vento. Exposição ao sol. Maresia. Sal. Mar. Pôr do sol. Volta engarrafada. Cansaço. Suor. Banho. Ônibus. Show. Música. Um circo. Voador. Táxi. Cama. Despertador. Desjejum. Suco, pão, frutas, queijo. Despedida. Sessenta minutos. Viagem. Manhã. Tarde. Noite. Sonhos. Lembranças. Retorno. Chegada.

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Sobre Geisa Mara de Castro


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